Marcos Ramon

Um pouco menos de postach.io (por enquanto)


Comecei a escrever no Postach.io no ano passado. Antes eu escrevia no blogger, mas um dia acessei meu blog e as imagens do meu blog tinham sumido, assim, sem motivo algum. Por conta disso, mas não só, desisti do blogger e tentei o Scriptogr.am, que é um sistema que permite publicar um blog com o Dropbox. A ideia era muito boa, mas o serviço era um pouco limitado e faltava suporte. Na verdade, a plataforma, que existe ainda hoje, parece abandonada, praticamente um serviço fantasma.

Foi então que conheci o postach.io e comecei a publicar meus textos com muito mais alegria e disposição. Escrevi muito de 2013 pra cá, mais do que em toda a minha vida de blog antes. E muito disso se deve certamente à simplicidade do postach.io. No meio desse caminho testei outras plataformas como Svbtle - que gostei mas não me adaptei - e o Medium, onde ainda publico muitas coisas (a maioria sendo republicações dos textos que escrevo no blog).

Mesmo buscando outros caminhos ainda achava o postach.io uma grande sacada. Escrever no Evernote, colocar a tag published e ver o seu texto online imediatamente é algo incrivelmente simples e prático. Perdi a conta, por exemplo, da quantidade de textos que escrevi no metrô, indo pro trabalho. Começava a escrever quando entrava no metrô em Águas Claras e o texto estava online quando descia na Rodoviária do Plano Piloto1. Simplesmente incrível.

Mas nem tudo existe pra ser perfeito. De uns tempos pra cá o postach.io começou a passar por muitas reformulações e várias coisas começaram a me irritar: textos desconfigurados, bugs na utilização do markdown, textos duplicados, textos não publicados mesmo com a tag correta, demora na sincronização, impossibilidade de alterar o layout etc. Uma das coisas que mais irritou é que eu criei um blog no postach.io pra cada disciplina que estou ministrando nesse semestre e justamente na semana em que tinha muita coisa para os estudantes acessarem e visualizarem no blog - incluindo atividades que deveriam ser realizadas online - os blogs travaram absurdamente, as postagens ficaram desconfiguradas e eu fiquei uns dois dias sem conseguir arrumar nada. Se fosse só o meu blog pessoal já seria um transtorno, mas era algo que dava pra segurar. No entanto, esse problema com os blogs das disciplinas mudou todo o meu planejamento do semestre, o que implicou inclusive em alteração de atividades e aulas. A proposta do postach.io ainda me agrada, mas a quantidade de instabilidade que está imperando atualmente me fez não aguentar mais. Como todo mundo que é viciado em alguma coisa - e eu sou viciado em escrever coisas em blogs - eu não aguento ter que esperar sei lá quanto tempo até que as coisas se estabilizem. Cancelei minha conta premium2 e parei de utilizar o postach.io oficialmente no início de setembro.

Continuo com o arcano5.com.br. Pensei em mover todos os textos do postach.io pro novo blog, o que seria bem simples, já que todos estão escritos em markdown, mas preferi não fazer isso porque ainda penso que posso voltar pro postach.io. Com disse antes, a ideia da plataforma é sensacional e eu me tornei um heavy user do Evernote justamente por causa dela.

Torço de longe para que o serviço se estabilize e que a proposta vingue de fato. Enquanto isso continuo publicando minhas coisas onde der. Cada um tem o destino que merece. O meu parece ser um nômade contra minha vontade…

Postach.io

  1. Se você mora ou já veio a Brasília sabe que não é um percurso tão um longo. Dá uma meia hora, mais ou menos. 

  2. Eu sei que num mundo ideal a atitude mais saudável seria continuar apoiando a proposta - inclusive financeiramente - até que eles consigam estabilizar o serviço. Mas é que o meu dinheiro é curto e é preciso saber como gastá-lo. 

Marcos Ramon

Marcos Ramon

Professor no Instituto Federal de Brasília, pesquisando ensino, estética e cibercultura. Lattes | ORCID | Arquivo
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Marcos Ramon / Professor de Filosofia, pesquisando estética e cibercultura.

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