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O tempo da escrita

Manter um ritmo de produção sempre foi uma coisa difícil pra mim.

Já comecei e terminei o blog várias vezes e, ainda que para escrever eu não dependa da publicação na internet, a verdade é que isso é um tipo de estímulo significativo para eu continuar produzindo.

Em 2014 eu fazia o blog pelo Evernote, utilizando um serviço chamado Postach.io (que eu acho que ainda existe). Era uma solução elegante e eficiente, e eu escrevia todo dia. E eu escrevia não só porque era fácil abrir uma nota no Evernote ou porque eu gostava de escrever, mas também porque sempre tinha alguém novo que descobria meus textos, lia e dialogava comigo. Depois mudei pro Github, Medium, Squarespace… e há uns dois anos voltei pro GitHub. E nesse processo de mudanças fui percebendo que ninguém mais lê blogs. Mas isso não devia me impedir de escrever — ou devia?

Como comentei agorinha, o jeito de postar também interfere na frequência e qualidade. Usar o Evernote era muito prático, mas quando comecei a ter problemas com a plataforma, decidi mudar — e fui migrando de um lado para outro; às vezes seguindo o que parecia promissor (como o Medium) e em outros momentos me adequando às minhas necessidades (como quando paguei o Squarespace para ter o blog e o podcast no mesmo lugar). Apesar de gostar do que essa última plataforma me oferecia, o custo começou a ficar alto, e decidi voltar para uma solução gratuita. Blogar como um hacker tem suas vantagens e, apesar de eu não ser programador, eu gosto de mexer (e me debater) com código. O problema é que, às vezes, eu fico mais ocupado com o próprio código do que com os textos que deveria publicar. E escrevo muito pouco.

Mas no fundo tudo é desculpa pra eu não fazer o que devia fazer. É estranho ter a sensação de que eu não tenho mais algo relevante a dizer. Mas refletir por meio do texto tem que ser algo que faz mais sentido pra mim do que para os outros. Então, tenho um recado para você (leitor ou leitora da minha imaginação): você vai ver mais entradas aqui nesse blog. Porque ainda gosto de escrever. Porque escrever me ajuda a pensar melhor. Porque preciso acreditar que não fiquei estagnado no tempo. 😊

Marcos Ramon

Marcos Ramon

Professor no Instituto Federal de Brasília, pesquisando ensino, estética e cibercultura. Lattes | ORCID | Arquivo
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